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Acompanhantes Cedofeita Porto

9 acompanhantes verificadas disponiveis

Acompanhantes Cedofeita: este é o bairro que se comporta mesmo como bairro, o que ao fim de algum tempo no Porto começa a parecer coisa rara. Aqui vive-se a sério. Compra-se o pão aqui, reclama-se da renda aqui, passeia-se o cão a horas esquisitas aqui também. A Rua de Cedofeita atravessa tudo isto a meio, parte rua pedonal, parte comércio à moda antiga, e não tem nada do verniz que se encontra mais perto do rio. Há montras que pertencem à mesma família há trinta anos. Outras abriram há quatro meses a vender ganga em segunda mão a miúdos de vinte e três. As duas coisas sobrevivem, sei lá como.

Conheci a Cedofeita mesmo a sério com a minha amiga Carla, num sábado de manhã de setembro, há uns anos, e ela ia parando a meio da frase para apontar prédios — uma fachada de azulejo aqui, um mural três ruas depois — até eu desistir de a acompanhar a tempo e simplesmente me deixar levar. É basicamente isso que o bairro te faz: desvia-te dos planos, para melhor, e acabas num sítio que não tinhas em mente ir, o que costuma ser o objetivo.

Acompanhantes Cedofeita é mesmo a zona boémia do Porto, ou isso é exagero?

Não, para variar é bem merecido. A Rua de Miguel Bombarda tem a maioria das galerias de arte da cidade, mais street art suficiente prá passares uma hora só a olhar prás paredes em vez das montras. Umas ruas mais à frente, a Rua do Rosário faz a sua versão mais discreta da mesma coisa, com lojas concept store que não gritam por atenção. Confesso que costumava achar isto tudo coisa de estudante a fingir-se artista — depois descobri que muitas destas galerias já vão em mais de dez anos de existência, portanto risco o que disse, é a sério mesmo. Mais jovem, mais tosco, menos polido do que o centro. E isso não é defeito nenhum.

Onde é que se encontra alguém, mesmo, na zona de acompanhantes Cedofeita?

A Cedofeita funciona mais à base de pensões pequenas e apartamentos do que de hotéis-torre anónimos, portanto um encontro em casa por aqui parece mais visitar o apartamento de alguém do que fazer check-in numa receção corporativa — o que a uns agrada mais, e a outros nem por isso. Um encontro fora também resulta bem, e ninguém por aqui estranha visitas a horas esquisitas; só a Galeria de Paris mantém as ruas cheias de gente de copo na mão bem depois da meia-noite, na maioria dos fins de semana, portanto nunca estás mesmo sozinha na rua. Só não esperes a discrição contida, tipo hotel de negócios, que há na Boavista. É outro tipo de privacidade — mais animada, mais próxima, menos formal.

Quanto se paga mesmo, na zona de acompanhantes Cedofeita?

Os preços costumam ficar um pouco abaixo do que se pratica na Boavista, uns 100 a 190 euros por uma hora normal, mas isso depende sempre de quem vês e do que combinam. Ninguém que valha a pena te vai fechar um número por mensagem antes de terem sequer falado. Lê qualquer preço que vejas online, este incluído, como referência solta, não como tabela fixa.

Como é que se chega mesmo a esta zona, vindo do centro?

A estação de metro Trindade é a melhor aposta, e é de facto uma das interseções mais movimentadas de todo o sistema — cruzam-se ali as linhas A, B e D, portanto quase qualquer trajeto pelo Porto passa por lá em algum momento. Da Trindade é uma caminhada curta até ao coração da Cedofeita, uns dez minutos, a passar por padarias que já estavam abertas antes de acordares. A pé desde a São Bento são uns vinte minutos, mais se parares numa das bandas da Galeria de Paris (vais parar, garanto), e o caminho todo sobe devagarinho, portanto calça sapatos que se dêem bem com subidas.

Duvidas? Nos temos as respostas.

É a parte artística e mais vivida da cidade — pensões pequenas e apartamentos em vez de torres de hotel, com um ambiente genuinamente de bairro e ligeiramente boémio. Menos formal do que a Boavista, mais próximo.

Apanha o metro até à Trindade, uma das principais interseções, com as linhas A, B e D, e depois é uma caminhada curta, uns dez minutos, até ao coração do bairro.

Uns 100 a 190 euros por uma hora normal é uma referência justa, mas depende de quem vês. Qualquer valor deve ser tratado como ponto de partida, não como preço fechado.

Sim, as ruas à volta da Galeria de Paris mantêm-se cheias de gente bem depois da meia-noite na maioria dos fins de semana, portanto visitas a horas esquisitas não chamam atenção.

A Rua de Miguel Bombarda, que reúne a maioria das galerias de arte e street art da cidade num só troço — não há outra zona do Porto com esta concentração.

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