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Acompanhantes Alenquer Lisboa

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Vou ser mais directa do que estas páginas costumam ser: se procuras acompanhantes Alenquer e não tens carro, resolve isso antes de resolveres qualquer outra coisa. Tudo o resto nesta vila — e há bastante para gostar — vem depois do facto de ela estar em campo a sério, a quarenta e tal quilómetros de Lisboa, perto pela auto-estrada e longe por todas as outras medidas que interessam numa noite.

Alenquer encosta-se à colina como um anfiteatro, casas brancas a descer a encosta até ao ribeiro lá em baixo — é por isso que lhe chamam há gerações o Presépio de Portugal. Em dezembro a vila leva a alcunha à letra e veste-se de presépio gigante, com luzes e tudo. No resto do ano é terra de vinho, discretamente: estamos em pleno DOC Alenquer, quintas espalhadas pelos montes, tintos encorpados, provas por marcação, tractores a atrapalhar a estrada na vindima. O filho mais famoso da terra é Damião de Góis, o humanista que trocava cartas com Erasmo — nasceu aqui em 1502, e Alenquer não te deixa esquecer isso, a começar pelo nome do auditório principal.

O marido da minha prima, o Duarte, ajuda a gerir uma quinta pequena fora da vila, e quando finalmente lhe contei sobre o que escrevo, riu-se uns bons dez segundos e depois ficou inesperadamente prático: ‘aqui toda a gente conhece o carro de toda a gente.’ Tem razão, e o paradoxo do campo cabe nessa frase. A discrição em Alenquer é total — sem multidões, sem zona de copos, sem recepções de hotel com plateia — até deixar de ser, porque um carro estranho estacionado na viela errada dá nas vistas muito mais depressa do que alguma vez daria em Lisboa. O que funciona mesmo por aqui é o turismo rural ou a quinta com quartos: sítios habituados a casais que vêm por causa do vinho, onde um check-in a dois não levanta sobrancelha nenhuma e o vizinho mais próximo é uma vinha.

Agora a parte honesta sobre o que uma pesquisa por acompanhantes Alenquer devolve na prática: pouca coisa baseada na própria vila. A oferta local é magra — isto é um concelho de aldeias e vinhas, não uma cidade — e a maior parte dos encontros implica alguém a viajar, normalmente outcall a partir de Lisboa ou de Vila Franca de Xira, A1 acima. Conta com essa viagem no que combinares, em tempo e em dinheiro. Nos valores, a referência de Lisboa vale aqui como em todo o lado: €120 a €220 à hora na capital, deslocação à parte, a negociar. Pergunta directamente e confirma tudo antes de alguém ligar o motor — por aqui, um mal-entendido custa uma hora da noite de alguém, não dez minutos.

Transportes, e vou ser crua: não há estação de comboio em Alenquer. A estação mais próxima é a do Carregado, lá em baixo na planície, dentro do mesmo concelho, na linha da Azambuja para Lisboa — comboios mais ou menos de meia em meia hora, o que parece prático até reparares que a estação fica a uns dez minutos de carro do centro e que os autocarros que fazem essa ponte são poucos e acabam cedo. Não vou fingir que servem de plano para uma noite. De carro estás bem: a A1 passa no Carregado, a A10 corta o concelho ao meio, Lisboa fica a uns quarenta minutos fora da hora de ponta e Vila Franca a uns vinte. Tanto Vila Franca como a Azambuja — as duas páginas vizinhas deste site — têm estação dentro da própria terra, o que diz tudo sobre quem deve marcar encontro onde.

E é isto que uma pesquisa por acompanhantes Alenquer te dá, honestamente: a mais bonita das três terras que escrevo nesta zona do Tejo, a mais rural, e de longe a menos prática sem carro próprio. Se tens carro, gosto pelo sossego e uma desculpa para andar por terra de vinho, a vila-anfiteatro dá-te uma privacidade que a cidade não consegue dar. Se não tens — apanha o comboio para Vila Franca, e ninguém te vai julgar por isso, muito menos eu.

Duvidas? Nos temos as respostas.

Não, e mais vale saberes já. Alenquer é um concelho rural de aldeias e vinhas; a maior parte dos encontros é outcall a partir de Lisboa ou de Vila Franca de Xira. Para teres escolha a sério, procura primeiro nesses dois sítios.

Sinceramente, mal. Não há estação na vila — a mais próxima é o Carregado, na linha da Azambuja, mas fica a dez minutos de carro, e os autocarros são poucos e acabam cedo. Sem carro, combina antes em Vila Franca de Xira ou em Lisboa.

Muito, à maneira dela. O turismo rural e as quintas recebem casais a toda a hora, por isso um check-in a dois não chama atenção nenhuma — mas numa terra pequena um carro desconhecido dá nas vistas, portanto escolhe um sítio fora do centro.

De carro, claramente: A1 até à saída do Carregado ou A10 pelo meio do concelho, uns 40 minutos fora da hora de ponta. De comboio irias até ao Carregado e ainda precisavas de táxi até à vila, por isso trata dessa última etapa antes de combinar.

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